FTERJ – Federação de Tênis do Estado do Rio de Janeiro

RENÚNCIA E ASSEMBLEIA GERAL


Convocação da Assembléia:

  • Pauta: Renúncia da diretoria e nomeação de presidente interino.
  • Participação: aberta exclusivamente aos tenistas e clubes filiados em dia com a anuidade de 2017 (conforme preconiza o estatuto).
    • Não será permitida a entrada de não filiado (Clique aqui para ver a listagem dos tenistas e clubes aptos a participar). 
  • Local:  Rua Leandro Martins 10/1101, Centro, RJ-RJ
  • Data e hora: 10 de abril de 2018, terça feira, as 17:00 horas

 


Carta de Renúncia:

 

A presente notificação tem o objetivo de informar a renúncia coletiva da atual Diretoria da Federação de Tênis do Estado do Rio de Janeiro, eleita em 16 de Dezembro de 2016.

Trata-se de carta aberta, dirigida a todos os tenistas, filiados ou não, aos clubes, à CBT e principalmente aos órgãos da administração pública. 

Embora seja inerente à natureza do Estado a função de promover políticas públicas para o desenvolvimento do esporte, ele tem se eximido de tais responsabilidades, transferindo-as para as Federações Estaduais - que, por sua vez, também não assumem tais compromissos. Sem apoio, incentivo e  investimento do poder público, estados e municípios encontram-se condenados ao abandono - e isto é perceptível a toda a sociedade, pois há um imenso vazio no referido segmento em todo o país. 

Na esfera estadual, as Federações, à míngua, encontram-se, em geral, sob o comando de usurpadores que exploram os atletas e os ambientes relativos ao esporte. É fato conhecido que gestores corruptos e incompetentes predominam nessas instituições. Para ver, basta olhar. 

Tudo isso se deve à ausência do Estado. Sem integração entre ministérios e secretarias estaduais e municipais de educação e de esporte, ou seja, sem gestão pública e sem desenvolvimento, o segmento se fragilizou e retrocedeu. Em alguns lugares, faliu. 

O quadro apresentado não poupou nem mesmo o tênis do Rio de Janeiro, berço de campeões e palco de grandes torneios nacionais e internacionais. No Estado, a prática do tênis diminuiu radicalmente, como resultado da inércia pública. 

A atual diretoria da FTERJ, em sua gestão, tentou imprimir, junto ao Estado, várias ações de promoção e desenvolvimento do tênis, apresentando projetos elaborados sob a perspectiva da inclusão social e da utilização do esporte como ferramenta de  reconstrução e de fortalecimento do indivíduo e da sociedade. Foi esta, a proposta vencedora nas urnas que elegeram o staff  ora empossado: massificar o acesso da modalidade através da inserção do ensino do tênis no currículo da disciplina de Educação Física da rede pública de ensino, com a construção de Centros Municipais de treinamento e profissionalização. O crédito conferido pela categoria dos tenistas fluminenses a esta plataforma de trabalho, em duas eleições, a segunda direta, inédita na história do tênis, reflete o anseio da sociedade em alcançar e manter um patamar elevado de gestão e desenvolvimento do tênis no Estado. 

Sob o ponto de vista dos atuais diretores,  essa deveria ser, também, a perspectiva da administração pública, cujas atribuições constam da Constituição Federal, com seus desdobramentos regionais, bem como da natureza da república, pensada e instituída sob a égide do interesse público. Porém, ao contrário do que se esperava, todas as iniciativas foram ignoradas e nada aconteceu - por exclusiva e evidente omissão e desinteresse dos órgãos dito "competentes". Infelizmente, o  segmento do tênis no Rio de Janeiro encontra-se estagnado, apesar dos esforços da diretoria da FTERJ em obter os recursos necessários à realização de seu trabalho.  O prejuízo é imenso, pois toda a sociedade tem contabilizado essas perdas. 

Diante de tamanhas impossibilidades, esta diretoria deliberou, com unanimidade, pela renúncia em caráter irrevogável. Tal medida conta com o aparato legal do Código Civil Brasileiro e, para tanto, todos os procedimentos formais, indispensáveis à renúncia, foram tomados, da prestação de contas à documentação registrada em cartório, entre outros itens constantes do processo, já em conclusão. 

Quaisquer esclarecimentos adicionais poderão ser solicitados no site da FTERJ, até a data da completa suspensão das atividades da diretoria. Enquanto esta diretoria responder pela instituição, não faltarão informações aos filiados nem a qualquer cidadão interessado. 

 

Renato Cito - presidente
Atila Santos - primeiro vice-presidente
Octavio Cunha - segundo vice-presidente

 

 




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